A IGREJA QUE EU AMO & A IGREJA QUE DEUS AMA

 

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A Igreja que eu amo é aquele lugar agradável e confortável, onde vou para ouvir belas, suaves e brandas mensagens; onde o pregador não cria problemas para a minha consciência; onde jamais ouço falar sobre meus pecados e defeitos; onde eu posso estar no total anonimato e não me descobrem para determinadas tarefas; onde meus talentos não precisam ser trabalhados e desenvolvidos.

A Igreja que eu amo tem um pastor que concorda com as minhas idéias. Seus sermões falam sempre de minhas virtudes; referem-se sempre às maravilhas do céu, sem lembrar os horrores do nosso mundo; apontam sempre para as riquezas da vida futura, sem mencionar jamais a vida miserável e degradante de milhões de irmãs e irmãos meus.

A Igreja que eu amo fala sempre de meus privilégios, sem especificar as minhas responsabilidades e obrigações. É aquela em que todos me cercam com elogios e me tratam como rei. É aquela em que tudo é feito de acordo com a minha vontade.

A igreja que eu amo é feita à minha imagem e segundo a minha semelhança.

Cristo, entretanto, diz: “Não! Não é essa a Igreja que eu amo!

A Igreja que eu amo, diz Cristo, é aquela de existe para a glória do meu Pai.

A Igreja que eu amo, diz Cristo, é aquela que não teme perder a popularidade por apontar erros, denunciar falhas e combater pecados.

A Igreja que eu amo, diz Cristo, é aquela que serve como sal da terra e luz do mundo.

A Igreja que eu amo, diz Cristo, é aquela que mostra os poderes diabólicos que atuam na sociedade moderna, que escravizam e oprimem as criaturas de meu Pai.

A Igreja que eu amo, diz Cristo, é aquela onde estão pessoas que me seguem no espinhoso caminho do discipulado”.

(Boletim no. 3 – 21 de março de 1999 – Ano 136. Catedral Evangélica de São Paulo)

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