A INVEJA MATA…

img_7690

Em seu livro Os Sete Pecados Mortais, Billy Graham conta a velha “estória grega que nos fala de um homem que matou pela inveja.

Seus compatrícios haviam erigido uma estátua a um deles, por ser campeão dos jogos públicos. Tal homem, porém, que era rival do atleta campeão, mostrava-se tão invejoso que resolveu destruir a estátua.

Noite após noite, aproveitando-se da escuridão, ia com uma talhadeira cortando a base da estátua para derribá-la. Por fim conseguiu seu intento, pois a estátua veio ao chão. Mas caiu sobre ele! Assim, tal homem morreu vitimado por suas próprias mãos, pela inveja”. — Obra citada, p. 31.

A inveja pode matar um homem. É na verdade assassina mortal. O Senhor deu a Seus filhos abundantes conselhos acerca deste pecado da inveja.

O próprio Davi quase caiu nessa armadilha perigosa. Escreveu ele: “Quanto a mim, os meus pés quase que se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos. Pois eu tinha inveja dos soberbos, ao ver a prosperidade dos ímpios”. Sal. 72:2 e 3.

“Até que entrei no santuário de Deus; então entendi eu o fim deles”. V. 17.

É a inveja um pecado muito sutil. Disse o sábio: “O coração com saúde é a vida da carne, mas a inveja é a podridão dos ossos”. Prov. 14:30.

Sim, a inveja é pecado sutil. Opera como os cupins, que atacam a madeira interiormente. Foi por inveja que os líderes judeus entregaram a Jesus, para ser crucificado pelos romanos.

Temos dentes para mastigar o alimento, e não para se gastarem em atrito mútuo.

Temos mente para pensar, não para condescender com o dispendioso luxo da inveja, preocupação, ciúmes e ódio, até que a cabeça rebente, como acontece com um vulcão, quando se gera em seu interior bastante calor.

A inveja pode arruinar corpo, espírito e alma de uma pessoa, não importa qual sua idade

Lembrem-se: “Onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa”. S. Tia. 3:16.

 

A Fúria Mais Fatal e Mais Medonha

 

 

Das Fúrias infernais foi sempre a Inveja

No mundo a mais fatal e a mais medonha,

Pois faz dos bens dos outros a peçonha

Com que a si mesma se envenena e peja.

 

Com ira e com furor, raivosa, arqueja,

Com vinganças, traições, com ódios sonha.

Onde quer que se encoste e os olhos ponha,

Tragar as ditas dos mortais deseja.

 

Mãe dos males fatais à Sociedade,

Vidas, honras destrói, cismas fomenta,

Nutrindo n’alma as serpes da Maldade.

 

O próprio coração que come a alenta,

Vive afogada em ondas de ansiedade,

Da frenética raiva se alimenta.

(Francisco Joaquim Bingre, in ‘Sonetos’)

Leia também