A PARÁBOLA DA GUERRA E O BOBO DA CORTE

 

 

bobo

Uma vez um Reino encontrava-se em franca guerra com outro reino.

Ambos pretendiam dominar um território. Enquanto que um deles pretendia libertar os habitantes, o outro pretendia escravizá-los.

Acontece que o exército do primeiro Reino era infinitamente superior, mais poderoso do que seu oponente. No entanto os soldados do exército inimigo eram mais prudentes.

No castelo do rei maligno, seu conselheiro de guerra procurava orientar a majestade para que tomasse a melhor decisão. Ambos estavam discutindo estratégias para a batalha iminente em campo aberto.

– Vossa majestade chamou-me? (disse o conselheiro ajoelhando-se).

– Sim. Quero ouvi-lo. Estamos a poucas horas da guerra e se perdermos, você perderá seu posto e sua cabeça. Portanto veja bem que orientação me dará!

– Mestre… mestre… esta batalha é injusta! Não temos as armas que eles tem. Proponho atacarmos em outra região.

– Seu covarde miserável! – disse o rei batendo violentamente com seu cetro no conselheiro que foi atirado longe

– Já sei o que fazer para não perder um soldado sequer nessa guerra!

– Co-como assim? – disse seu súdito com a mão no rosto que sangrava – O que o senhor vai fazer?

– Vou enviar o nosso “Bobo da Corte”. Ele é mais útil por aqui que você.

– Como?

– Isso mesmo que você ouviu seu traste, vou enviar nosso palhaço malabarista.

– Meu rei… desculpe meu abuso e minha ignorância, mas como pretende derrotá-los enviando o bobo da corte? Por acaso esse desengonçado pode sozinho vencer um exército?

– Ha, ha, ha, ha… claro que não, imbecil! Ele não vai lutar, vai distraí-los. Enquanto eles se divertem com ele, tomaremos a cidade.

– Brilhante! Brilhante! (disse o conselheiro do rei batendo palmas).

Uma batalha ferrenha é travada diariamente no mundo espiritual. São os soldados de Cristo, contra potestades, principados, príncipes das trevas, hostes espirituais da iniquidade das regiões celestes.

O inimigo vence muitas batalhas simplesmente ENTRETENDO, apenas TOMANDO TEMPO enquanto “conquista a cidade”.

Enquanto nos divertimos com o “bobo da corte” , o exército inimigo avança e toma seu território escravizando o coração.

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