A PARÁBOLA DAS MOSCAS NO LEITE (A PARTE QUE NÃO FOI CONTADA)

 

 

copodeleite

Parte 1

Contam que, certa vez, duas moscas caíram num copo de leite.

A primeira delas era forte e valente. Deste modo, logo ao cair, nadou até a borda do copo, mas como a superfície era muito lisa e suas asas estavam muito molhadas, não conseguiu sair. Acreditando estar no fim da linha e que não havia saída, a mosca desanimou, parou de nadar, de se debater, e afundou… Morreu!

Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte, era brava, destemida, tenaz. Por isso, continuou a se debater, a lutar, a se agitar por tanto tempo que, aos poucos, o leite ao redor, com toda aquela movimentação, foi se transformando ao aglutinar a gordura e formou um pequeno nódulo de manteiga, onde a mosca tenaz conseguiu, com muito esforço, subir e dali levantar vôo para algum lugar seguro.

Durante anos, ouvimos esta primeira parte da história. A lição repetida pela sabedoria dos antigos, sempre foi um elogio à persistência que, sem dúvida, é uma habilidade essencial em todas as áreas da vida, que nos leva ao sucesso.

Mas a parábola continua. Eis a parte que nunca foi contada:

Parte 2

Dias depois do primeiro incidente, ou melhor “acidente”, a “mosca sobrevivente”, muito avoada e desligada, por descuido ou acidente voltou a cair num copo.

Como da primeira vez, começou a se debater, na esperança de que no devido tempo, se salvaria. Se deu certo uma vez, certamente daria certo de novo.

Outra mosca passando por ali e vendo a aflição da companheira de espécie, pousou na beira do copo e gritou:

– Amiga, tem um canudo ali, nade até lá e suba pelo canudo!

Acontece, que a mosca acidentada, cheia de autoconfiança e sabedoria, dona da convicção absoluta adquirida pela experiência, ignorou-a e não lhe deu ouvidos. Baseando-se em sua experiência anterior de sucesso, continuou a se debater, até que, exausta afundou no copo CHEIO DE ÁGUA.

MORAL DA HISTÓRIA:

Se a primeira parte da parábola está repleta de sabedoria, a segunda não fica atrás em sua relevância. Especialmente para aqueles que, já calejados pelas batalhas da vida e brilhantemente condecorados com as insígnias de vencedores, prosseguem na jornada da existência.

“Quantos, baseados em experiências anteriores, deixam de notar os detalhes, as mudanças no tempo e no ambiente e ficam se esforçando para alcançar os resultados esperados até que afundam em sua própria falta de visão.”

Não se esqueça nunca que nossas maiores fraquezas, ironicamente, são as razões de nossas mais fragorosas derrotas.

Não tenha inteligência de mosca. NUNCA AFUNDE NUM COPO DE ÁGUA!

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