A PARÁBOLA DAS SEMENTES DE OURO

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Um certo rei condenou um ladrão para ser enforcado. Mandou que o levassem para a masmorra a fim de esperar o cumprimento da sentença. Quando já estava preso, o ladrão chamou o guarda de plantão e disse que tinha em seu poder algumas sementes que brotavam ouro.

O guarda logo ficou interessado no assunto e contou para o seu comandante que fez chegar a notícia imediatamente ao rei. Muito ambicioso, o rei deu ordens para que trouxessem o ladrão à sua presença.

– É verdade que você tem uma semente que brota ouro?

– Sim, mas para que dê certo é preciso que se plante num campo bem aberto.

Todos partiram para o campo mais próximo: o rei, seus ministros, seus soldados, um padre e o ladrão.

– E então – disse o rei -, plante agora essa semente.

– Tem um outro porém, ó meu rei – argumentou o ladrão -. É que a semente deve ser plantada por alguém que nunca tenha roubado. E como vossa majestade sabe, eu estou condenado por roubo. Plante o Senhor, que é uma pessoa nobre.

O rei logo se estremeceu, dizendo:

– Bem, quando eu era criança, andei roubando umas coisas escondido. Que plante o primeiro ministro.

O primeiro ministro também tremeu de medo e disse:

– Eu andei errando em umas contas do governo e não posso plantar. Que plante o soldado.

– Também não posso – disse o soldado -. Vocês sabem, o salário é baixo e às vezes temos que receber algumas coisas. Que plante o padre, que é um santo homem.

– Acho que não posso, porque andou aparecendo algumas coisas na minha mão – disse o padre.

Enfim, ninguém podia plantar porque em algum tempo anterior tinham feito algum roubo.

– Se todos já roubaram alguma vez, por que vocês querem me enforcar?

Na mesma hora, o rei libertou o ladrão.

(Autor Desconhecido)

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