A PARÁBOLA DO CASAMENTO SEM COMPROMISSO

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Era uma vez (você já deve ter uma dica de que história será esta) duas pessoas que se amavam e decidiram casar-se. O noivo achava sua noiva a mais bela e meiga criatura que ele já vira; e ela achava seu marido o homem mais fascinante e bonito do mundo. Como muitos outros, o casamento começou com elevadas esperanças e grandes expectativas.

Todas as manhãs, ao sair para o trabalho, o marido se demorava despedindo-se e a esposa ficava à porta acenando, vigiando a saída do carro, e acenando novamente. Ela não entrava até que o automóvel dobrava a esquina e se perdia de vista.

À tardinha ela a cada instante ia à janela e até à porta para vê-lo chegar e dar-lhe as boas-vindas. Algum tempo depois, ao sair para o trabalho, o marido simplesmente tomava algum alimento e saía correndo pela porta. E às vezes ela ainda ficava na cama. Ao voltar para casa à noite, ele a encontrava ocupada com tarefas da casa. Então olhava com surpresa para ele e dizia: “Oh, você já chegou? Daqui a pouquinho terminarei este serviço e começarei a fazer o jantar.” O casamento não foi desfeito mas a lua-de-mel, sim.

Bem, um dia não muito depois disso, a noiva que agora era simplesmente uma esposa, achava-se muito ocupada, costurando. Imaginava que a qualquer momento fosse interrompida, porque já estava anoitecendo. Mas não foi. Afinal, ela terminou a costura, passou a ferro a camisa que havia feito, e começou a preparar o jantar. O marido, porém, não chegou. Depois de muito tempo, ela jantou sozinha, muito preocupada, apenas tocando no alimento. Muito mais tarde, ela chorando foi dormir no sofá da sala porque ele não voltou ao lar aquela noite.

Na noite seguinte ele voltou e, ao entrar em casa, a esposa perguntou:

– Onde você esteve?

Ele olhou-a atônito e indagou:

– Que você quer dizer?

– Onde você esteve na noite passada?

Ele mostrou-se mais surpreso.

– Por que você quer saber? Por certo você não espera que eu volte para casa todas as noites. É a coisa mais ridícula que ouvi depois de muito tempo. Milhares de casais passam o tempo separados. Sendo assim, que importa se uma vez ou outra eu não venha para casa? Não precisamos ser tão rígidos quanto ao nosso casamento. Na noite passada eu simplesmente não tive vontade de vir. Havia algumas coisas importantes para fazer. Como você sabe, minha agenda de trabalho é cheíssima. Mas, quase todas as noites volto para casa; não é suficiente?

– Oh, não, não é! – ela respondeu, disparando a chorar.

– Olhe aqui – disse ele ternamente – como casado costumo vir para casa. Você não precisa ficar desolada porque uma noite ou outra quero entreter-me com outros amigos. Para continuarmos casados, não tenho que voltar para casa todas as noites. Acho que é muito melhor para nosso casamento não seguir nenhuma rotina legalista. Você gostaria que eu viesse todas as noites para casa por mero hábito? Se não entrarmos nessa rotina, nosso casamento será mais empolgante.

Você ficou impressionado?

Se você está curioso quanto ao final desta pequena parábola, esteja certo de que eles nunca mais foram felizes! Por quê? Porque o matrimônio implica compromisso. Conquanto haja momentos em que as emoções estejam no máximo, e outras vezes no mínimo, um bom casamento jamais deve basear-se nos sentimentos. Baseia-se na dedicação de uma vida inteira a alguém que você ama e o ama também.

O fundamento de uma vida devocional cristã consiste em tomar tempo para a sós, no início de cada dia, buscar a Jesus através de Sua Palavra e da oração. Como acontece no casamento, o relacionamento com Cristo envolve dedicação, que nos leva a buscá-Lo diariamente sejam quais forem nossos sentimentos.

Suponha agora que você assumiu esse compromisso com Cristo. Suponha que você se propôs a dedicar a primeira parte de seu dia para conhecer melhor a Deus. Qual será o resultado?

Se fez tal decisão antes de ter nascido de novo, antes de converter-se haverá possivelmente dois resultados.

Primeiro, poderá ser uma penosa viagem morro acima, pois somente o novo nascimento pode proporcionar gosto pelas coisas espirituais.

É possível, porém, iniciar um relacionamento com Cristo e descobrir que, ao contemplar Jesus e Seu amor, você é levado à conversão.

A segunda possibilidade para uma pessoa não convertida que assume o compromisso de levar uma vida devocional, é terminar em total frustração.

O fator distintivo entre esses dois resultados é o seu senso de necessidade. Jesus disse: “Os sãos não precisam de médico, e, sim, os doentes.” S. Mat. 9:12. O que faz a diferença é o discernimento da necessidade.

(Morris Venden – Como Conhecer a Deus)

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