ABRE OS MEUS OLHOS, SENHOR!

 

 

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Quero ver-te, Senhor, do outro lado da lama, do outro lado dos montões de lixo, do outro lado da fome, do outro lado das guerras, do outro lado do sofrimento, do outro lado da doença, do outro lado da morte.

Quero ver-te como tu és e não como os outros dizem que és.

Quero ver-te nos mistérios da vida, nos mistérios da mente, nos mistérios do amor, nos mistérios da alma, nos mistérios da criação.

Quero ver-te na vaga lembrança, na saudade, na sede, na fome e no temor que eu tenho de ti, no desassossego de minha alma enquanto ela não repousa em ti.

Senhor, abre os meus olhos, pois quero ver a lama, os montões de lixo, a fome, as guerras, o sofrimento, a doença e a morte sob outra perspectiva, sob a perspectiva cristã.

Abre os meus olhos para eu ver o que está acima das nuvens mais baixas (At 1.9), para eu ver o Senhor assentado num trono alto e exaltado (Is 6.1), para eu ver os céus abertos e o Filho do Homem em pé, à direita de Deus (At 7.56).

Abre os meus olhos para eu ver o Cordeiro — que esteve morto e agora está vivo — em pé, no centro do trono, pronto para abrir o livro fechado por dentro e por fora e dar prosseguimento à história (Ap 5.6), para eu ver a morte e o enterro da morte (1Co 15.26), para eu ver a transformação dos vivos e a ressurreição dos mortos (1Co 15.50-58).

Abre os meus olhos para eu ver novos céus e nova terra, onde habita a tão procurada justiça (2Pe 3.13; Ap 21.1).

Abre os meus olhos para eu ver a plenitude da salvação!

Amém.

(Revista Ultimato)

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