ACASO OU PROVIDÊNCIA?

 

 

meianoite

Era meia-noite na cidade de Plimude, Inglaterra. Dois homens achavam-se diante do relógio da praça e o ouviram bater treze vezes. Um desses homens era o Capitão Jarvis. O outro era um estranho.

Meses depois o Capitão Jarvis despertou à meia-noite. Sentiu-se constrangido a levantar-se e sair. Ao sair pela porta da frente viu, para surpresa sua, o criado com o cavalo.

— Que está fazendo aqui? perguntou-lhe o Capitão.

— Não sei, foi a resposta. Tive que me levantar, e aqui estou. O Capitão montou o cavalo que, espontaneamente, rumou para o local da balsa. E ali, a uma hora da madrugada, o balseiro estava à espera. Normalmente ele deixava o trabalho às 11 horas.

— Que está fazendo aqui? perguntou-lhe o Capitão.

— Não sei. Tive que levantar-me, e aqui estou.

Assim o Capitão Jarvis e seu cavalo atravessaram o estreito, e do outro lado o Capitão de novo deixou o cavalo com a rédea solta. Pelas dez horas da manhã, encontrou-se com um habitante da aldeia e perguntou-lhe:

— Qualquer novidade, por aqui?

O estranho respondeu:

— Há um julgamento em processo. O homem foi julgado criminoso e o juiz está para lavrar a sentença.

O Capitão Jarvis chegou ao tribunal justamente no instante em que o juiz anunciava a sentença: Morte por enforcamento. Então perguntou ao homem se ele tinha algo a dizer em sua defesa.

— Apenas isto, disse o homem; sou inocente, e só um homem existe que sabe que não estive na cena do crime naquela meia-noite, mas nem mesmo sei o seu nome.

O Capitão Jarvis ergueu-se.

— Eu sou aquele homem, disse ele e relatou o estranho incidente de quando o relógio bateu treze vezes, e de como ele, agora, chegara até ali no momento preciso.

Assim o acusado foi salvo da morte.

Acaso? Não: Providência. Unicamente a guia divina podia ter realizado tantos milagres!

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia”. Salmo 46:1.

(Adlai Esteb)

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