APENAS UM TOQUE DE MÃO

 

 

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“Reto é o teu coração, como o meu coração é com o teu coração? E disse Jonadabe: É. Então, se é, dá-me a mão. E deu-lhe a mão, e fê-lo subir consigo ao carro”. II Reis 10:15.

 O contato de uma mão amiga sempre tem significado muito, para muita gente. Não foi Jeú a primeira nem a última pessoa a desejar o aperto de uma mão humana.

O aperto de mão tornou-se um símbolo de amizade.

Diz-se que Napoleão teve muitos cortesãos, mas poucos amigos. Gabou-se ele certa ocasião de que não amava a nenhum ser humano, nem mesmo seus irmãos. Era, porém, muito ligado a um de seus marechais, Duroc.

Na batalha de Bautzen, em 1813, o Marechal Duroc recebeu um ferimento mortal, de uma bala de canhão.

Quando o exército bivacou para a noite, Napoleão foi ver seu amigo ferido. O marechal agarrou-lhe a mão e beijou-a. O imperador abraçou-o e ali ficou por um quarto de hora em silêncio completo, com a cabeça apoiada na mão esquerda.

Afinal o Marechal Duroc disse a Napoleão:

— Senhor, deixe-me! Uma vista como esta deve afligi-lo.

O imperador retirou-se, não conseguindo dizer mais que estas palavras:

— Até à vista, meu amigo!

Napoleão então voltou a sua tenda e não atendeu a ninguém aquela noite.

É o humano contato nesta vida

O dom melhor do amigo:

A sua mão pousada em nossa mão,

Vale mais do que o abrigo,

Vale mais do que o pão.

 

Porque o abrigo se deixa ao vir da aurora

E o pão só dura um dia;

Mas o humano contato de sua mão,

Na alma acende uma chama de alegria

E aquece o coração.

 

— Olívia Krahenbuhl.

 

(Adlai Esteb)

 

 

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