DEDUZIR, JULGAR…

 

 

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Deduzir nem sempre é interpretar a verdade dos fatos.


É um pré-julgamento de certezas alheias.


É criar um mundo de ilusões baseado na própria maneira de enxergar a vida.

Deduzir, é curiosidade aguçada, é tentar desvendar o sagrado de cada um.

É definir o abstrato, autenticar o irreconhecível, camuflar o fidedigno.

Já não bastam as deduções que temos de enfrentar durante nossa caminhada!

Deduções de caráter, de estilo, pensamentos, comportamentos, sentimentos.

Saem por aí subtraindo nossa personalidade, nossa estética, descontam por conta própria palavras e atitudes de um vasto conjunto de idéias.

Sub-traem, exatamente, traem por baixo. É sujo.

Julgam o que vêem no exterior do corpo, da pele. 
Visam carcaças feito matadouro.

Quem olha do lado de fora não identifica as verdadeiras razões e intenções. Mensuram inexatidões, descartam probidades, anulam qualidades.

Só aceito e concordo com os descontos comerciais, em notas fiscais, mesmo assim discriminados os percentuais.

Agora, reduzir-me feito número decrescente?

Não preciso de aproximações feito dízima periódica, sei o que quero dizer quando escrevo exatamente.

O que julgamos ser óbvio quase nunca o é em verdade.

O que julgamos ser verdade quase nunca o é em absoluto.

O que julgamos ser absoluto quase nunca o é para sempre.

O que julgamos ser para sempre quase nunca vai além do amanhã.

O que julgamos ser até amanhã quase nunca chega até lá de fato.

Quando julgamos, quase sempre o fazemos com nossos sentimentos e sem ter o conhecimento de todo o contexto.

Nos falta compreender o que seja a transitoriedade da vida.

Nos falta compreender a profundidade dos acontecimentos, a profundidade dos sentimentos.

Por isso, na grande maioria das vezes erramos ao julgarmos.

Se não conhecemos nem a nós mesmos, se muitas vezes nos surpreendemos com nossas reações com nossas emoções, como conheceremos os outros?

Quem está apto a julgar?

Disse Jesus: “Por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu olho?” (Mateus 7 :3)

Cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus!

…com a medida que tiverdes medido sereis medidos… (Mateus 7:1)

Não nos cabe julgar… Para que a vida seja plena nos cabe simplesmente amar…

(Baseado em Monique Frebell)

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