O DINHEIRO E OS SETE PECADOS CAPITAIS

 

 

 

Amor por dinheiro

Dinheiro… em qualquer lugar, a mesma coisa!


Alemanha

  • Segundo a agência de notícias AFP, uma pesquisa feita na Europa e divulgada no início de outubro de 2001 apontava que os alemães que guardavam dinheiro em casa preferiam mantê-lo dentro do congelador. Já os franceses e os holandeses escolhiam um local mais tradicional: o cofre fechado com chaves.
  • Segundo a agência de notícias Reuters, um homem pediu um café em um estabelecimento e deu uma gorjeta de 25 mil marcos – 11 mil dólares – ao garçom. Foram 250 notas de 100 marcos. Pensando que o dinheiro fosse roubado, o garçom chamou a polícia. Depois da investigação, descobriram que o dinheiro era da conta do próprio homem. Um tribunal decretou que ele sofre de alguma confusão mental e apreendeu o dinheiro.
  • Aos 56 anos, o alemão Christian Anders alugou sua mulher Jenna por um ano ao milionário Michael Leicher. O negócio foi fechado pelo equivalente a R$ 650 mil e celebrado com um brinde de champanhe entre os dois. A idéia surgiu depois que Leicher, com 34 anos, passou a assediar Jenna, 30 anos mais nova que o marido. O dinheiro seria usado para pagar suas dívidas.

Inglaterra

  • Em outubro de 2005, Ruby Dickens, de 79 anos, começou a distribuir notas de 5 libras (cerca de 20 reais) pelas ruas de Liverpool. A vovó inglesa disse que tinha recebido um dinheiro do qual não precisava e estava simplesmente “distribuindo alegria”.
  • O inglês vendedor de móveis Michael Antonucci ganhou 2,8 milhões de libras (cerca de 11 milhões de reias) na loteria em 1995. Só que, em 2007 ele já havia perdido tudo, e teve que pedir seu antigo emprego de volta. O ex-milionário disse: “Você não quer morrer como um homem rico, quer? Você precisa gastar algum dinheiro e aproveitar”. Entre os maiores “gastos” de Antonucci estão um casamento com uma modelo de 22 anos que durou 3 meses, e o lançamento de uma banda pop, que fracassou.

Estados Unidos

  • A notícia saiu no jornal Seattle Times: o americano Sylvester Neal passou 40 anos guardando moedas no porão de sua casa, escondido da mulher. Em outubro de 2001, levou tudo para ser contado. Ele tinha cem mil moedas de um centavo, num total de mil dólares.
  • Em Nova York, o preso Michael Mathie tinha em 1999 uma renda bruta estimada em quase 900 mil dólares, além de investimentos em um imóvel e vários carros. Como ele fez fortuna? Por telefone. Ele afirmava que tinha conseguido negociar 8 milhões de dólares em ações na bolsa de valores. Ele realizava os negócios telefonando a cobrar para seu pai de um telefone público – mais de 10 vezes por dia quando o mercado estava mais agitado. Então seu pai realiza os negócios pela Internet.

Nova Zelânida

  • O site da BBC publicou em 7 de março de 2005 que a neozelandesa Julz Thomson, que estava grávida, leilou sua barriga como espaço publicitário. Um empresário de Auckland cuja companhia tem como slogan “The mailman always delivers” (O carteiro sempre entrega) comprou o direito de uso por 470 reais. A quantia garantiu que Julz usasse uma camiseta com o mote da companhia até que seu bebê nascesse.

Rússia

  • Cerca de 400 funcionários de hospital da cidade de Nizhni Novgorod, na Rússia, receberam estrume com pagamento. Na Rússia, o pagamento com mercadorias não é exatamente novidade, mas antes esses funcionários recebiam carne e manteiga. Em 1994, trabalhadores foram pagos com absorventes íntimos.

Tibete

  • Você já ouviu falar do abominável homem das neves? A agência de seguros britânica High/Wild criou um seguro de 1,5 milhão de dólares contra ataques do animal. O dono da empresa surgiu com a idéia porque diz ter visto, em 1978, pegadas do bicho na montanha Himal Chuli, a 6.333 metros de altitude.

 

Os sete pecados e o dinheiro

 

Os sete pecados capitais são uma classificação de vícios usados nos primeiros ensinamentos do catolicismo para educar e proteger os seguidores crentes, de forma a compreender e controlar os instintos básicos.

Assim, a igreja católica classificou e relacionou os pecados em dois tipos: os pecados que são perdoáveis sem a necessidade do sacramento da confissão; e os pecados capitais, merecedores de condenação.

O pecado sempre foi um contexto religioso. São eles: A Inveja, a Avareza, a Soberba, a Gula, a Ira, a Luxúria e a Preguiça.

É claro que cada religião tem seus credos e suas interpretações sobre o assunto, mas façamos então uma analogia com o Dinheiro.

A INVEJA e o Dinheiro.

O desejo por atributos, posses, status ou habilidades de outras pessoas,acabam gerando um sentimento tão grande de egocentrismo que renegue as virtudes alheias, somente acentuando os defeitos.

É a comparação desfavorável do status de uma pessoa em relação à outra. Muitos dizem que a inveja é o pior de todos os pecados, e que ele leva aos outros. Parece-me uma verdade. “Status é comprarmos o que não precisamos com o dinheiro que não temos, para mostrarmos, geralmente a quem não gostamos aquilo que não somos”.

 

A AVAREZA e o Dinheiro.

 Apego sórdido, vontade exagerada de possuir qualquer coisa. Um desejo descontrolado, uma cobiça a bens materiais e ao dinheiro. Ganância.

Não podemos juntar dinheiro simplesmente pelo prazer de tê-lo em nosso poder, é preciso gerar uma expectativa de realização de nossos sonhos, termos objetivos a alcançar, e ai sim, fará sentido juntar dinheiro.

A SOBERBA e o Dinheiro

 Tendência de um indivíduo para um modo de vida caracterizado por grandes despesas supérfluas e pelo gosto da ostentação e do prazer. Pode ser associado à luxúria. Infeliz deste pecador, pois somente atrairá dívidas na sua relação com o dinheiro. Lembre-se: “O uso indevido de seu cartão de crédito e cheque especial faz mal a sua saúde financeira”.

 

A GULA e o Dinheiro.

 O mais conhecido é o desejo incontrolado por comida, mas também pode ser por comprar. Existe uma doença chamada “Oniomania”, que é o consumo compulsivo que vêm afetando muitas pessoas. Sem que elas percebam, acabam sucumbindo aos apelos de consumo que são constantes e em toda a parte, aguçando a vontade de aquisição descontrolada de bens ou serviços.

 

A IRA e o Dinheiro.

 É um intenso sentimento de raiva, ódio, derivado de coisas acumuladas, como por exemplo, o acúmulo de dívidas por atos impensados ou por ter cometido erros. Pode ser desencadeada pela inveja.

 

A LUXÚRIA e o Dinheiro.

Pode ser associado à soberba, apego aos prazeres. Que, por sua vez, poderá levar a um alto grau de endividamento se não controlado.

 

A PREGUIÇA e o Dinheiro.

 Pessoa com falta de empenho, desleixo, aversão ao trabalho, frequentemente associado ao ócio. A falta de disciplina, por preguiça faz com que as pessoas não controlem sua vida financeira e com isto percam completamente o controle de suas finanças levando a uma espiral endividatória que leva ao rompimento e ao esgotamento físico e psíquico.

Por não conseguir atingir seus objetivos, por falta de disciplina ou preguiça, muita gente não estabelece prioridades em seus objetivos e acaba desviando seu foco de atenção daquilo que realmente interessa.

A falta de planejamento financeiro é muito comum nos dias de hoje. O planejamento financeiro é uma ferramenta essencial para que possamos levar uma vida financeira regrada, sem abdicar da qualidade de vida, mas a preguiça de fazê-lo e até mesmo para os que fazem, de continuá-lo, causa transtornos que podem levar muito tempo, mas muito tempo mesmo, para serem solucionados.

Aí vai uma dica: “Administrar bem suas finanças pessoais não significa o quanto você ganha ao final de cada mês, e sim, como você controla cada Real que entra e sai do seu bolso”.

 Seja qual for o seu pecado, controle-se! Vença-o! E Boa Sorte!

 

(Everton Lopes é colunista do site Endividado.com. )

Leia também