O PAI NOSSO – VERSÃO “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”

 

 

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Pai nosso, que estais nos céus,

Comercializado seja o vosso Nome.


Venha a nós muito dinheiro.

Seja feita a nossa vontade:

Mansões na terra e um lar no céu.

O milhão nosso de cada dia, nos dai hoje.

Perdoai as nossas dívidas,

Assim como nós as cobramos dos nossos devedores.

Não nos deixeis cair em nossas armações,

Mas livrai-nos do fiscal.



Porque este reino, e este poder,

São a nossa glória para sempre.
Amém.

(Autor Desconhecido)

A comercialização do evangelho é condenada pela bíblia.

O apostolo Paulo pode ser considerado um homem de marketing. Ao analisar o mercado religioso da sua época, concluiu: Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria (1Coríntios 1.22). Ele identificou necessidades. O povo quer sinais e sabedoria. O mercado judeu pede milagres, curas, sinais e prodígios. O povo quer espetáculo! O mercado grego pede filosofia, ciência, teoria e conhecimento. O povo quer sabedoria. Paulo, porém, diz que o que ele prega é a cruz de Cristo ou a Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios (1Coríntios 1.23).

A mensagem do evangelho é contrária às expectativas do mercado. Ele estava consciente de algumas verdades teológicas sobre o evangelho:



Primeira, a pregação do evangelho de Deus não é uma negociação comercial entre quem prega e quem ouve. O pregador é alguém que obedece a Deus numa missão. Ele deve pregar o Evangelho a toda a criatura. Ele não tem autonomia para mudar a mensagem, mas apenas o dever de proclamar o evangelho. Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho (1Co 9.16). De graça recebemos, de graça anunciamos.

Segunda, o evangelho não é um produto e por isso não deve ser negociado. 
O evangelho não é um produto. Mas, os falsos pastores, movidos pela avareza, fazem comercio com as coisas sagradas. Paulo disse: Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus (2Co 2.17). É muito triste assistir pessoas vendendo benefícios espirituais em nome de Deus.



Terceira, as pessoas não devem ser vistas como um segmento de mercado, mas como ovelhas aflitas que não tem pastor. Jesus quando olhou para as pessoas da sua época as viu como ovelhas aflitas e não como possibilidade de mercado: Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não tem pastor (Mt 9.36). Infelizmente, os falsos pastores aproveitam-se financeiramente das pessoas que estão aflitas e necessitadas. Pessoas nessas condições estão dispostas a darem tudo, para terem um alívio imediato.

Quarta, Deus julgará e punirá com rigor aqueles que comercializam o evangelho. Somente os falsos mestres é que comercializam a fé. Eles agem usando falsamente o nome de Jesus, movidos por avareza e pela ganancia de ganhar dinheiro. Os mercenários espirituais não herdarão o reino dos céus. Disse Jesus: Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade (Mt 7.22-23). Falsas profecias, falsos exorcismos e falsos milagres são feitos pelos falsos profetas. Jesus classifica estas práticas como “iniquidade”. Ele punirá severamente os que praticam tais coisas.

Cuidado com o falso evangelho. Fuja dos comerciantes da fé. Eles são inescrupulosos e exploradores de pessoas frágeis e vulneráveis. Lembre-se do evangelho da graça, da cruz Cristo e do arrependimento do pecador. Busque a Deus, por meio de Jesus. Vá a uma igreja que prega e ensina a Palavra de Deus.

(Arival Dias Casimiro)

“O Evangelho é vida, não é negócio. Deus procura adorador, e não sócio.” (Juninho Lutero)

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