O PANGARÉ

 

 

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Em 1990 havia um cavalo pangaré chamado Mumu dos Anjos. O animal era usado por um catador de papelão para puxar a carroça.

Mumu subia e descia o morro de uma Favela no Rio de Janeiro carregando um pesado e ingrato fardo de coisas velhas e papelão usado. Alimentava-se de mato, pedaços de velhas espigas de milho, e todo tipo de sobras que lhe davam. Esta era a vida de Mumu e parecia também ser o seu destino, até que seu dono decidiu vendê-lo.

Por coincidência, naquela na região havia um homem buscando um cavalo para dar à sua filha adolescente que estava aprendendo a cavalgar, e por esta razão buscava um animal dócil. Talvez por dó, quem sabe pelo preço ou ainda pelo gênio do animal, comprou-o.

Acontece que este mesmo homem tinha também um cavalo de raça que estaria participando de um torneio na Hípica do Rio de Janeiro.

No dia anterior à competição o cavalo de raça se machucou e ficou impedido de participar da competição. A única maneira de manter o nome da equipe inscrita no torneio seria colocar outro cavalo no lugar do cavalo machucado. Adivinhem que foi o felizardo? Ele mesmo: o pangaré Mumu.

Embora desengonçado, sem treinamento, sem pedigree e sem história, Mumu entendeu que a vida lhe estava abrindo uma porta, e decidiu correr muito. Ele correu, correu, correu como nunca antes o fizera, e… ganhou a corrida!

Anos depois Mumu era transportado de avião para os vários países em que competia. Seu preço estava por volta de Meio Milhão de Dólares, e sua alimentação era à base de ração importada.

Esta história lhe ensina alguma coisa?

William Shakespeare escreveu:

Eu aprendi…
…que ignorar os fatos não os altera;

Eu aprendi…
…que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;

Eu aprendi…
…que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;

Eu aprendi…
…que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;

Eu aprendi…
…que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;

Eu aprendi…
…que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.

Eu aprendi…
…que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;

Eu aprendi…
…que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;

Eu aprendi…
…que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;

Eu aprendi…
…que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.

Hoje é a chance que Deus lhe dá para vencer. O pecado que lhe assedia. O gigante que lhe amedronta. O desafio que lhe intimida. O vício que lhe prende. A circunstância que lhe limita.

Você aproveitará esta chance?

(Texto adaptado do original de Nelson Aprigio de Lima)

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