O SERMÃO DA FORMIGA

 

A-Formiga-Feliz

Achava-se um homem à mesa

Comendo tudo, e com presteza.

Notou no chão u’a formiguinha

E pô-la em seu pastel, que tinha

Achado mesmo uma delícia,

E a ela, certo, qual carícia.

Ela, porém, não comeu mais!

O homem, pois, deixou-a em paz.

Ela saiu então da mesa

E foi andando com presteza

Pelo soalho, sempre alerta.

O homem, atento, em inspecção,

Foi-lhe seguindo a direção

— E viu-a indo à porta aberta.

 

Fora, na rua, outras estavam

— Irmãs, talvez, que se encontravam.

A notícia trouxe alvoroço.

Porque ninguém fez objeção.

Cada formiga, sem esforço,

Pôs-se a caminho p’ra função.

 

Ela os levou àquela mesa,

E ali fizeram a limpeza.

Enquanto o homem, posto ao lado,

Por cena tal foi inspirado:

Pensou então em seus vizinhos,

Em seu viver sacrificado;

Doeu-lhe n’alma o ser mesquinho!

 

Cremos, irmãos, na velha estória,

E desejamos ir à glória.

Veja o mundo que isto é real,

E a mensagem será mais doce,

E nosso pé como se fosse

Buscando o Lar celestial!

(Tradução — Isolina A. Waldvogel)

 

“Estas (…) coisas são das mais pequenas da terra, mas sábias, bem providas de sabedoria: as formigas(…)”.

Provérbios 30:24 e 25.

 

 

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