O ALVO

 

 

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O professor Smith era conhecido por suas lições criativas e inesquecíveis nas aulas de Religião. Uma aluna, Jéssica, lembra vívidamente o que aconteceu em certa manhã, no início de um semestre letivo.

Assim  que entrou na classe, pressentiu que seria uma aula interessante. Na parede estava afixado um quadro em forma de alvo no centro. Sobre a mesa muitos dardos estavam postos.

Após a explanação da aula, o professor entregou a cada estudante uma folha em branco, onde deveriam desenhar a imagem de alguém que eles odiavam ou que os havia deixado furiosos. Quando terminassem o desenho, ele permitiria que cada aluno jogasse três dardos na folha com o desenho da pessoa em que pensaram. Esta era a prova do dia.

Uma das colegas de Jéssica desenhou a figura de uma menina que havia roubado seu namorado. Um outro estudante esboçou o rosto do irmão caçula, que sempre lhe causava embaraços em público. Jéssica desenhou a face de Annie, uma ex-amiga que mentiu para ela repetidas vezes. Ela colocou muitos detalhes em seu desenho, incluindo espinhas e verrugas no rosto da menina. O resultado final da caricatura jocosa lhe agradou muito.

Ao comando do professor, os estudantes formaram uma fila e, um por um, cada aluno prendia a figura do desenho com fita adesiva no alvo e jogava os dardos, vingando-se das pessoas que lhes haviam magoado.

Alguns jogaram os dados com tanta força que as papéis se rasgaram. À medida que terminavam, voltavam para sua carteira, rindo e fazendo piada, com o que havia restado dos desenhos em suas mãos.

Jéssica aguardava ansiosa sua vez. Ficou porém desapontada porque o tempo se esgotou e juntamente com alguns outros companheiros de sala de aula, não pode desafogar sua raiva. Frustrada assentou-se, aguardando o que aconteceria durante os poucos minutos que faltavam para encerrar a aula.

Estando todos em suas carteiras, o professor Smith, dirigiu-se até o quadro, e, com cuidado retirou o alvo que estava colocado na parede. Todos permaneciam atentos e olhando para ele.

Não demorou muito para que vissem que debaixo do alvo havia um rosto. Era a figura de Jesus.

Um silêncio sepulcral tomou conta da classe enquanto cada estudante observava a imagem mutilada; os buracos e as marcas de dardos que cobriam Sua face. Seus olhos haviam sido perfurados.

Nesse momento, o professor abriu a Bíblia e leu pausadamente as palavras de Jesus: “Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes.”(Mat. 25:40).

Não eram necessárias mais palavras. Os olhos de muitos estudantes encheram-se de lágrimas enquanto contemplavam a figura de Jesus, e refletiam solenemente e Suas palavras.

Como você teria procedido neste teste? Este é o teste da vida. E a escolha é sua.

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