PECADOS DE ESTIMAÇÃO

 

 

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Muitas casas possuem animais de estimação: gato, cachorro, coelho, papagaio, pássaros, lagarto, cobra, jabuti e até furão (que custa de R$ 400,00 a R$ 800,00). Quando se trata da vida espiritual, existe uma preocupação muito séria quanto ao perigo que nos cerca. Cada um de nós precisa ter cuidado com os pecados de estimação. Mesmo que de forma inconsciente, quando estão presentes em nossa vida, os alimentamos, cuidamos bem deles e até brigamos por sua causa se alguém tentar nos ajudar a abandoná-los.

Como distinguir “pecado ocasional” de “pecado de estimação”? Como identificar quais são estes pecados de estimação? Quais seus efeitos e como fazer para vencê-los e abandoná-los?

O problema não está na identificação. Não é difícil reconhecer quais são os pecados que gostamos de cometer.

Certamente o pecado deixa de ser ocasional ou circunstancial:

1. Quando ele já não nos entristece (Sal 38:18). Quando o pecado já não nos causa tristeza se torna muito perigoso.

2. Quando ele já não nos incomoda (Prov 14:9). Os loucos zombam do pecado…

3. Quando não o abandonamos (Sal 32:3-5). Quando o acariciamos ele é nutrido e cresce juntamente conosco, comendo como se fosse da nossa própria carne, bebendo do nosso próprio copo. Nos domina ao invés de ser por nós dominado.

Quais as consequências que estes pecados nos trazem? As marcas que os pecados de estimação deixam em nossa vida são inúmeras. São sequelas quase incuráveis, quando não nos levam à morte.

Vejamos algumas dessas consequências:

1. Negligência da oração. A primeira consequência dos pecados de estimação é a perda do prazer de orar, de buscar a presença do Senhor, a perda do prazer de derramar a alma perante o trono de Deus.

2. Negligência na leitura e no ouvir a Palavra. Sua leitura já não nos desperta a atenção, já não nos comove o coração.

3. Esfriamento espiritual. A consequência lógica dos dois primeiros pontos acima é o completo esfriamento espiritual. A perda de gozo pela prática das coisas espirituais que nos levam à presença de Deus.

4. Descontentamento com a Igreja. Todo crente que guarda pecados em sua vida e não os confessa a Deus é descontente com a Igreja. Reclama do pastor, reclama do culto, do horário do culto, dos anciãos, dos diáconos, reclama do povo da igreja… Reclama de tudo.

5. Torna-nos escravos de satanás. Quem guarda pecados de estimação em sua vida é presa do Diabo. Ele faz o que quer dessa pobre e infeliz vida.

6. Abandono da fé. Finalmente, a pessoa abandona a Igreja, os irmãos, os cultos, a comunhão, e cai completamente nas mãos do inimigo. A mente torna-se cauterizada e o homem vive numa estagnação espiritual. Esses pecados precisam ser abandonados urgentemente.

Para vencer os “pecados de estimação” é necessário buscar a Deus com maior intensidade. As atitudes seguintes são indispensáveis:

1. Voltar à Palavra de Deus. Como disse D. L. Moody, um dos maiores pregadores do século passado: “Ou a Bíblia me afasta do pecado ou o pecado me afasta da Bíblia”. A Bíblia e o pecado não podem conviver juntos.

2. Vida abundante de oração. É necessário orar, buscar a Deus intensamente, mergulhar a alma na presença do Senhor.

3. Resistir ao diabo (Tiago 4.7). “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” Precisamos ser implacáveis contra o pecado, temos que estar empenhados em exterminá-lo.

Com certeza, é mais fácil pecar do que servir ao Senhor. Não nos esqueçamos, porém, que “o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Romanos 6:23)

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