PRISIONEIROS DO NADA

 

gaiola

Dizem que se colocarmos um falcão em um cercado de um metro quadrado, inteiramente aberto em cima, o pássaro, apesar de sua habilidade para o vôo, será um prisioneiro. A razão, é que um falcão sempre começa seu vôo com uma pequena corrida em terra. Sem espaço para correr, nem mesmo tentará voar e permanecerá um prisioneiro pelo resto da vida, nessa pequena cadeia sem teto.

Dizem também que o morcego, criatura notavelmente ágil no ar, não pode sair de um lugar nivelado. Se for colocado em um piso plano, tudo que ele conseguirá fazer é andar de forma confusa, dolorosa, procurando alguma ligeira elevação de onde possa se lançar”.

Dizem ainda que um zangão, se cair em um pote aberto, ficará lá até morrer ou ser removido. Ele não vê a saída no alto, por isso, persiste em tentar sair pelos lados, próximo ao fundo. Procurará uma maneira de sair onde não existe nenhuma, até que se destrua completamente, de tanto se atirar contra o fundo do vidro.

Pense nisso…

Muitas vezes, em nossas vidas, somos como o falcão, o morcego e o zangão…

Nos atiramos contra os obstáculos, sem perceber a saída ou ficamos paralisados, como o falcão…

O falcão, que começa seu vôo com uma pequena corrida em terra, sem espaço para correr, se sente impossibilitado de voar, mesmo vendo o céu acima, pronto para recebê-lo…

Quantas vezes nos sentimos inabilitados, apesar de termos o talento para voar…

Definimos a situação como impossível e nos condenamos à derrota…

O morcego, por sua vez, apesar de toda sua agilidade só consegue voar se encontrar alguma elevação onde ele possa se impulsionar, como um trampolim…

Muitas vezes, como o morcego, agimos assim…

Procurando por algo que nos impulsione, procurando por alguém que nos valorize, por um milagre que nos dê a vitória caída do céu…

E assim, apesar de toda nossa agilidade, não conseguimos alçar vôo. Passamos a vida à espera de algo que nos impulsione e com o tempo perdemos o ânimo, o vigor…

Já o zangão fica sempre procurando uma maneira de sair do pote, mas procura onde não existe saída. Ele não olha para o alto. Fica batendo a cabeça contra o fundo do vidro até perder as suas forças…

Muitas vezes agimos assim…

Não enxergamos a saída simplesmente porque não analisamos a situação como deveríamos analisar, não enxergamos a saída porque temos medo de mudar a nossa trajetória e temos medo do desconhecido…

Passamos a vida com habilidade para voar, mas batendo a cabeça no fundo do vidro…

Leia também